No sábado, dia 25 de outubro, a Capela Cristo Rei, em Carmo do Rio Verde, acolheu uma celebração eucarística carregada de memória, fé e saudade. Presidida por Dom Jeová Elias, e concelebrada pelo Pe. Rafael, a Santa Missa fez memória dos 40 anos do assassinato de Nativo da Natividade.
A celebração contou com a participação de fiéis da comunidade e da família de Nativo, que há quatro décadas chora sua perda, mas guarda viva a sua lembrança. Estiveram presentes sua viúva, Fátima; seus filhos, Eduardo e Luciene; o neto, Nativo; seu irmão, Seu Dadinho; os sobrinhos Irineu, Irismar e Neiliene (Preta), do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
Em sua homilia, Dom Jeová recordou, com sofrimento, um período triste de nossa história, “em que muitas lideranças foram perseguidas, torturadas, exiladas e assassinadas”. Fazendo uma profunda ligação com o Evangelho do dia, que relata o assassinato dos galileus a mando de Pilatos (cf. Lc 13,1), o Bispo associou aquela violência à que ceifou a vida de Nativo.

Dom Jeová enfatizou que não podemos esquecer o ideal semeado por aqueles que deram a vida. Ressaltou que o martírio é fruto da violência e da injustiça humana, mas que “Deus concede o dom da Fortaleza aos que tombam pela justiça do Reino”.
Que o sacrifício de Nativo da Natividade e de tantos outros mártires nos inspire a nunca desistir da luta por um mundo mais justo e fraterno, e que a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição de Cristo, nos fortaleça na esperança.






